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Vestes, por quê?

Usa-se as vestes não como símbolo de poder ou para impor “respeito”, mas como sinal do serviço.

Vestes, por quê?

A roupa que usamos imprime em nós uma marca. Expressa o que somos e, ao mesmo tempo, marca o nosso corpo, a nossa alma, o nosso espírito! A veste tem a ver com a nossa identidade. Nos ajuda a assumi-la. Geralmente quando ganhamos uma roupa de presente, as pessoas dizem: “Comprei esta porque era a sua ‘cara’”.

Cada cultura é identificada pelo modo de vestir. Pela veste sabemos a que povo, religião ou grupo tal pessoa pertence, mesmo que em algumas culturas a ‘veste’ possa ser reduzida a uma pintura no próprio corpo.

Tratando-se da veste nas celebrações religiosas, constatamos dois estágios: primeiramente, o costume do uso de vestes comuns, que me nada se diferenciam das usadas no cotidiano, que tem como única exigência a praticidade-funcionalidade. Mas há também um outro costume que é o de preferir vestes que apresentam certa beleza e nobreza, com arte e decoração, expressando a importância do ato de celebrar.


A veste litúrgica do ministro (a) leigo (a)

A renovação litúrgica realizado pelo Vaticano II introduziu um novo dado na história da liturgia: os batizados, leigos e leigas, começaram a desempenhar um verdadeiro ministério litúrgico e a tomar lugar no espaço chamado presbitério, que no entender da tradição romana é o lugar ocupado por ministros (as), que na celebração estão a serviço da assembleia. Nos últimos anos, muitos ministérios litúrgicos foram nascendo nas comunidades: o ministério da presidência dominical da Palavra, do batismo, testemunhas qualificadas do matrimônio, leitores, salmistas… Por isso, diversas comunidades introduziram o uso das vestes para estes serviços. A opção pela veste é uma questão de comunicação e sacramentalidade, próprias de qualquer ação litúrgica.

Os (as) ministros (as) usam as vestes não como símbolo de poder ou para impor “respeito”, mas como sinal do serviço que assumem a favor da comunidade celebrante. Colocar uma veste para exercer qualquer ministério significa revestir-se do Cristo em seu amor e sua doação: “Então Jesus se levantou da mesa, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura e lavou os pés dos discípulos” (cf. João 13,4-5).

O uso das vestes contribuem para que a celebração seja realmente festiva. Festa para os olhos, para o coração, na alegria de quem compartilha com os irmãos e irmãs, os dons gratuitamente recebidos do Pai. Alegria pela presença do Ressuscitado no meio da comunidade, mesmo em meio a tantos sofrimentos e miséria.


Que tipo de veste usar?

A Sacrossanctum Concilium incentivou uma liturgia mais de acordo com os costumes, a cultura, o jeito de cada povo (cf. nº 37-38). A Igreja do Brasil, buscando uma sadia inculturação, procurou dar às celebrações um tom mais brasileiro, seja através dos gestos, das palavras, do espaço, das cores, da dança, do canto e também das vestes.

A veste litúrgica já em si é simbólica, e isso é garantido pelo conjunto dos seus detalhes: o tecido, o modelo, a cor, a simplicidade… “Convém que a beleza e nobreza de cada vestimenta decorram não tanto da multiplicidade de ornatos, mas do tecido e da forma…” (IGMR, n. 306).

O Apostolado Litúrgico, colhendo as experiências de mutas comunidades que adotaram a veste para ministros (as) leigos (as) e levando em conta os critérios mencionados acima, propôs alguns modelos:

  • Veste em estilo poncho em sua forma original(retangular, que é derivado do quadrado).
  • Veste em estilo poncho, em forma arredondada.
  • Veste em estilo bata, com manga raglan.
  • Veste em estilo bata, com manga larga.Todas com aplicação de tecido decorativo (afro, indígena, galões dourados e outros), que enfatiza e realça o modelo.

A forma das vestes

O quadrado – A forma quadrada lembra a materialização do espaço, os limites do criado, da terra, do “aqui”. É o sentido de locomoção, movimento… Cruz e quadrado formam o número quatro, os pontos cardeais, que para a cultura indígena são os quatro rumos cósmicos.

O círculo – a ideia da circularidade sempre esteve ligada à perfeição. Talvez porque a melhor imagem geométrica do universo tenha sido precisamente a esférica. O lugar sem começo e sem fim. o Espaço da harmonia e da unidade.

O círculo e o quadrado – Infinito e finito, ilimitado e limitado… Uma pessoa bem proporcionada com as pernas e braços estendidos, cabe nas figuras geométricas mais perfeitas: círculo e quadrado.

Quando celebramos, todo o nosso ser se liga a essa realidade cósmica e cultural. O mundo e tudo o que ele contém torna-se simbólico-sacramental, ou seja, uma realidade impregnada de Deus, por que dele nascem e são habitadas pela sua presença. Tudo o que vivi e respira revela-se como epifania – manifestação de Deus – e ao mesmo tempo é renovado com o sopro divino expressando a vida como graça… “E na terra de novo soprará aquela brisa da criação. Fecunda… Fecunda… Fecunda. Fazendo renascer, recriadas todas as coisas… e proclamaremos felizes: O reino de Deus chegou”!

 

Texto: Ir. Silde Coldebella, pddm e Ir. Veronice Fernandes, pddm

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